Alga pode substituir petróleo e produção de combustível tornar-se mais barata
Uma alga pode revolucionar a produção de combustíveis no
mundo e principalmente no Brasil que se ver em crise e afetado pelo o preço
absurdo, substituir o petróleo, baratear os custos e de quebra, contribuir para
o meio ambiente, numa produção sustentável, benéfica para todos.
Durante o processo de reprodução celular da alga
Botryococcus braunii há uma enzima especial que fabrica hidrocarbonetos –
moléculas que formam os combustíveis. Essas moléculas são achadas apenas nas
profundezas da Terra, sob muita pressão, na forma de petróleo.
No caso do petróleo, fabricar os combustíveis é mais
trabalhoso: é necessário primeiro, destilar o material para separar os
hidrocarbonetos. A partir daí essas moléculas servem como “pecinhas” para
montar os diferentes combustíveis.
Já com as algas é mais simples: o processo não precisa de
destilação, porque os hidrocarbonetos já estão separados. Tudo o que os
cientistas necessitam fazer é montar as peças e criar o combustível que
desejarem.
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O consumo de gasolina no Brasil é de 19,5 milhões de barris de gasolina.
Nos últimos dados de fevereiro de 2015.
O consumo vem caindo com os preços assustadores.
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Deparar com uma solução diante dos olhos pode parecer fácil,
já que uma alga consegue fabricá-las sem nenhum estímulo é surpreendente –
ainda mais quando se trata de uma alga tão comum: ela vive em água doce, cresce
em quase todos os lagos do mundo, pode sobreviver em climas muito diferentes –
do montanhoso ao desértico – ela só não é encontrada na Antártica.
O problema é que a alga não consegue produzir
hidrocarbonetos tão veloz quanto nós precisamos: leva uma semana para que ela
termine seu processo de reprodução celular, enquanto outras algas e plantas,
inúteis em termos de combustível, alcançam fazer a mesma coisa apenas em horas.
Para contornar a situação, os pesquisadores estão tentando
encontrar o mecanismo genético que comanda a enzima produtora de
hidrocarbonetos e transplantá-lo para plantas mais rápidas. A ideia é inserir o
“gene do petróleo” em plantas terrestres, como o tabaco, ou em diferentes algas
comuns para aumentar a produção em um tempo menor e com menos custos.
Se os estudos se mostrarem corretos, a nova descoberta pode
diminuir a força do petróleo e tornar toda a produção de combustível mais
barata e simples: não vai mais ser necessário gastar milhões para remover a
matéria-prima do fundo da Terra, ou do mar, nem brigar por reservas já
existentes - Nem vai ter um outro petrolão - em relação à política.
E assim como nos biocombustíveis já existentes, o processo
seria mais sustentável, já que parte da emissão de gás carbônico pelos
combustíveis pode ser equilibrada pela fotossíntese das próprias algas.
Com informações da SuperInteressante


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